Raya e o Último Dragão - CRÍTICA SEM SPOILERS


Raya veio pra arrebentar e arrebentou. 

Após uma longa espera devido aos adiamentos por conta da covid 19, Raya e o Ultimo Dragão estreou e veio para nos ensinar um pouco sobre confiança. 


Num mundo onde os dragões são amigos e protetores dos humanos, a cobiça das pessoas acaba despertando um mal antigo, que divide um povo inteiro que durante eras viveu em paz e harmonia. 
Raya é simplesmente uma das melhores animações da Disney, que pela primeira vez, nos apresenta um longa metragem com uma princesa, SEM MUSICAS. Sim meus amigos, Raya e o Ultimo Dragão não é um musical e sim, isso dói (sim, eu senti falta de umas musiquinha marota, me julguem), porem, a ausência delas não afeta EM NADA no desenvolvimento da trama, que apesar de correr com uma certa parte que pra mim poderia trazer talvez com uma transição temporal um pouco mais detalhada, arrebenta com os efeitos visuais e sonoros, nos deixando extasiados com a qualidade da animação muito bem feita e cheia de realidade. 

A partir daí Raya só te surpreende, pois mesmo sendo um filme “infantil” entrega cenas de ação incríveis, com lutas muito bem desenvolvidas que me deixaram bem animado, pois a cada luta mostrada no filme, a gente consegue sentir a potencia dos golpes duros e pesados, oque difere bastante dos outros filmes da nova geração de animações da dona Waldisney, que a gente já sabe, evita agressões mais explicitas e etc. O respeito que a produção teve para com a cultura da personagem que é original do sudeste asiatico é muito bonito de se ver, e percebemos isso nos pequenos detalhes, que mesmo em momentos que sabemos que vai ter ação do começo ao fim da cena, ainda assim, a um certo respeito pelo lugar que é sagrado. 
Infelizmente preciso falar sobre alguns detalhes que foram tirados da personagem Sisu a Dragão, que no anuncio do filme, possuía alguns detalhes mais dragonescos (essa palavra nem deve existir), que na animação foram tirados, como dentes, garras, bigodes e etc, detalhes dos dragões asiáticos que fazem  uma certa diferença. Oque no caso, pra mim, deixou ausente, aquela certa ferocidade que os dragões possuem.

O desenvolvimento da personagem principal nos surpreende, deixando sempre bem claro sua ambição na busca pelo dragão, onde normalmente teríamos uma personagem buscando o bem comum, vemos uma protagonista com um objetivo próprio, algo que favoreceria apenas ela num determinado momento, mas que com o decorrer do filme, podemos acompanhar essa mudança. E essa mudança é oque causa o plottwist do filme, que pelo menos a mim surpreendeu, e no fim, realmente nos ensina algo sobre confiança e perdão. 


Por fim, Raya e o Ultimo Dragão não me deixou emocionado ou com lagrimas nos olhos, como foi o caso de Dois Irmãos, mas empolgado, atento e vibrante a cada cena e cada conquista alcançada pela protagonista que conseguiu conquistar meu coração, com tanta carisma e força que me fez querer que o filme fosse maior.

Postar um comentário

Copyright © Bunker Nove. Criação OddThemes Designer Marcio Oliveira Designer