Depois de mais de três anos desde o lançamento da quarta temporada, Stranger Things retorna para sua quinta — e derradeira — fase, reacendendo toda a expectativa acumulada pelos fãs. O público não esperava apenas pela volta do maior sucesso da história da Netflix, mas também pelo momento em que Eleven (Millie Bobby Brown) e o grupo de Hawkins enfim encarariam o aguardado desfecho contra Vecna (Jamie Campbell Bower) e as ameaças do Mundo Invertido.
O Volume 1 funciona quase como um grande aquecimento para o confronto final. Ao mesmo tempo, deixa claro que a Netflix e os irmãos Duffer sempre tiveram consciência de que a história precisava de uma despedida grandiosa. Os quatro episódios iniciais cumprem dois papéis essenciais: posicionar cada personagem exatamente onde precisa estar e continuar desenvolvendo arcos pessoais que vêm sendo construídos há anos. E tudo isso sem perder a essência de Stranger Things, que sempre uniu espetáculo visual, tensão sobrenatural e narrativa emocional — uma combinação que continua funcionando muito bem.
Por acompanharem a série desde o primeiro capítulo, os Duffer demonstram pleno domínio sobre como conduzir essa última etapa. Mesmo com Hawkins sitiada pelo exército norte-americano e com todos os protagonistas focados na preparação para o inevitável embate, a trama não se limita à luta contra Vecna. Cada personagem encara conflitos próprios, alguns ligados diretamente ao destino da cidade, outros mais íntimos, reforçando que Stranger Things nunca foi apenas sobre monstros, mas sobre pessoas tentando sobreviver ao caos ao seu redor.
Este primeiro volume entrega exatamente o que os fãs esperavam: intensidade, emoção, cenas grandiosas e uma rota bem definida para o encerramento épico da história.